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Mostrando postagens com o rótulo Entidades oriundas de ditados populares

Santa Blasfêmia

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A figura de Santa Blasfêmia é uma rica e satírica reprodução visual construída a partir da estética religiosa medieval e de tabus culturais. O termo "blasfêmia" refere-se ao ato de insultar ou zombar do que é considerado sagrado. Diante dos ditados populares e da subversão religiosa, a imagem constrói uma narrativa visual invertida: em vez de pureza e obediência, ela exalta o proibido, o conhecimento oculto e a rebeldia. Os significados detalhados de vossa santidade: 1. A aparência geral e o rosto Uma expressão severa e julgadora, diferente das feições serenas, doces ou compassivas das santas tradicionais, o rosto de Santa Blasfêmia é rígido, frio e desafiador. Ela não está ali para oferecer consolos ou intercessões, mas, para confrontar o observador. O olhar direto denota altivez e convicção, sugerindo que ela não se curva diante dos julgamentos alheios, personificando o ditado "Quem não deve, não teme" , mas virado pelo avesso: ela desafia as próprias leis sagrada...

Santa Hipocrisia

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A Santa Hipocrisia, uma rainha nascida em Portugal em meados de 1450, é a padroeira das aparências, das máscaras sociais e do julgamento alheio. Ela é aquela personagem que exige dos outros uma virtude que ela mesma não pratica, sempre com um sorriso angelical no rosto e um chicote moral na mão. 1 - A imagem que ela nos representa: Uma santa segurando uma máscara sofrida e angelical à frente de um rosto velho e cruel. 2 - As suas vestes: Manto de veludo cor-de-creme puríssimo por fora, mas com trapos, rasgos e segredos por dentro. As roupas são sempre impecavelmente claras, para fingir pureza. 3 - Os símbolos nas mãos: Em uma mão, ela segura uma Bíblia ou um manual de etiqueta; na outra, segura o celular com o aplicativo de fofocas aberto. Num terceiro braço ela retira a sua máscara de "boa moça" mostrando quem realmente é. O quarto braço, sua mão aponta para o céu, nos julgando e lembrando-nos que Deus está nos observando e nos condenando. 4 - O altar: Cercada de espelhos qu...

Espírito de Porco

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  O "Santo Espírito de Porco" é a antítese da serenidade dos outros santos. Sua imagem é sombria, caótica e cheia de simbolismos sobre a arte de estragar o prazer alheio e semear a discórdia criativa. 1. A Aparência e o Semblante:  O Rosto Zombeteiro:   O santo tem feições marcantes com aparência de um porco e um sorriso de canto de boca puramente sarcástico. Uma de suas sobrancelhas é muito arqueada, com um olhar fixo e penetrante em direção ao espectador, como se estivesse prestes a revelar uma verdade inconveniente ou fazer uma piada de mau gosto. 2. Elementos nas Mãos: Na Mão Direita (O Balde de Água Fria): Ele segura um balde de prata ricamente trabalhado, inclinado para a frente. De dentro dele, uma água cristalina e congelante está congelada no ar no momento exato em que cai, uma metáfora visual perfeita para o seu milagre mais famoso: o de "jogar um balde de água fria" nos planos e na empolgação dos outros. Na Mão Esquerda (O Espeto de Cutucar): Ele sustenta...

São Nunca

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A expressão: "Vou te pagar no dia de São Nunca!" ou "Isso vai acontecer no dia de São Nunca à tarde" . Seria o santo padroeiro das promessas impossíveis, dos prazos que nunca se cumprem, dos devedores caloteiros e dos planos que sabemos que jamais vão sair do papel. "São Nunca" é o santo mais irônico e cheio de detalhes enigmáticos do altar. Cada elemento da sua imagem representa o tempo que não passa e as promessas que jamais vão se cumprir. A imagem dele é descrita assim: 1. A aparência geral e o rosto: Expressão Cínica: O rosto dele não tem aquela expressão serena dos santos tradicionais. Ele tem um leve sorriso irônico no canto da boca e uma sobrancelha arqueada, como quem diz: " Você sabe que isso não vai acontecer, né? ". Barba e Cabelos Infinitos: Sua barba e cabelos são brancos, extremamente longos e volumosos, enrolando-se pelos seus pés e pelo chão da igreja. Isso simboliza o tempo infinito de espera que as pessoas enfrentam ao recorre...

Santa Ignorância

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  No pergaminho no chão da pintura, está escrito o seguinte texto em latim (com seu nome em português): SANTA IGNORÂNCIA. PAX NON SCIRE. BEATI QVI NON SCIUNT. Traduzindo para o português dentro do contexto humorístico da santa: SANTA IGNORÂNCIA (O nome da própria santa). PAX NON SCIRE (Uma expressão que significa "A paz de não saber". BEATI QVI NON SCIUNT (Uma paródia das bem-aventuranças bíblicas que se traduz livremente como "Bem-aventurados os que não sabem", ou, no ditado popular, "Felizes são os ignorantes"). A Santa Ignorância é, sem dúvidas, uma das figuras mais fascinantes, irônicas e requisitadas do "panteão popular" brasileiro. Na teologia das ruas, ela não seria a padroeira da falta de estudo, mas sim a protetora da paz de espírito conquistada por não saber das coisas. Ela representa perfeitamente o famoso ditado: "O que os olhos não vêem, o coração não sente". Se ela existisse, seria uma figura humorada na igreja. Sua imagem...